Para além de enfatizar a importância de desenvolver a capacidade dos alunos para "aprender a aprender" e resolver problemas – em vez de simplesmente memorizar conteúdos –, o texto defende a necessidade de diversificar os instrumentos avaliativos de forma a refletir de maneira mais fiel as competências dos estudantes.
São discutidos três instrumentos principais:
- Teste em duas fases:
- Descrição: Realizado em dois momentos, um na sala de aula e outro fora dela, permitindo que o aluno, com base no feedback do professor, reveja e melhore as suas respostas.
- Vantagens: Promove a auto-reflexão, a auto-regulação e oferece uma segunda oportunidade de aprendizagem.
- Desafios: Exige confiança entre professor e aluno e pode acentuar desigualdades socioeconómicas.
- Descrição: Trabalho que descreve, analisa e critica uma situação ou tema, podendo ser elaborado individualmente ou em grupo.
- Vantagens: Desenvolve competências de comunicação, organização, reflexão e metacognição.
- Desafios: Requer clareza e correção na escrita, além de necessitar de adaptação às novas tecnologias.
- Descrição: Coletânea de trabalhos realizados ao longo do tempo, acompanhada de reflexões pessoais sobre cada tarefa.
- Vantagens: Favorece a auto-avaliação, a reflexão contínua e fortalece a comunicação entre aluno e professor.
- Desafios: Demanda tempo e esforço significativos de ambas as partes, bem como um ambiente de confiança.
Pinto, J.; Santos, L.(2006) Modelos de Avaliação das Aprendizagens. Universidade Aberta.
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